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sexta-feira, 30 de março de 2018

Tradição da Páscoa pelo Mundo


De todas as comemorações do ano, a Páscoa é a mais esperada por todos os povos de todo o mundo. É um evento religioso cristão, no qual é celebrado a Ressurreição de cristo, que teria ocorrido nessa época do ano entre 30 e 33 DC. Além de ser uma época de comer coisas gostosas e muitos chocolates, também é uma época de reflexão, renovação das energias e do entusiasmo pela vida. Hoje vamos conhecer um pouco dessa tradição em alguns países. Vamos lá? Começamos pela Alemanha.


Alemanha A tradição do coelho da Páscoa vem daqui. Esconder ovos de Páscoa nos jardins e quintais para as crianças procurarem na manhã de Páscoa é uma tradição bastante popular. A Páscoa na Alemanha é um grande evento, tanto para comemorar o feriado quanto a chegada da primavera. Os moradores fazem árvores enfeitadas com ovos coloridos. Apesar de muitas famílias terem abandonado esse costume, um senhor alemão chamado Volker Kraft, colecionou, junto com a família, ao longo dos anos, 10 mil ovos de Páscoa para decorar uma macieira no jardim de sua casa, atraindo a atenção de milhares de pessoas que vão visita-lo.

Áustria -  As feiras de Páscoa ao som de música clássica dos grandes mestres austríacos como Mozart, é a principal atração. Outra tradição no país é chocar os ovos uns contra os outros para ver qual é o mais resistente.

Bélgica - Por ser um estado laico, mas que teve o cristianismo na sua história, a Páscoa existe, mas hoje é vista mais como um feriado escolar e longo. As escolas costumam parar por duas semanas. O chocolate na forma de ovos, coelhos ou galinhas é a atração entre as crianças. Mas quem traz os ovos são os sinos das igrejas e não os coelhinhos!

Canadá - Uma tradição entre as famílias é a pintura de ovos ( ovos de galinha cozidos onde as cascas são decoradas ) e a caça aos ovos, que é super popular entre a criançada.

Chile As comemorações são bem parecidas com as do Brasil, com ovos, reunião em família, não comer carne na sexta-feira santa. Mas o diferencial é uma festividade qua acontece uma semana depois da Páscoa, que se chama Fiesta de Cuasimodo. Que é quando os sacerdotes visitam as pessoas que não puderam confessar na semana da Páscoa por estar doente ou possuírem idade mais avançada.

Dinamarca - Aqui as comemorações de Páscoa são bem brasileiras, pois as cores oficias da Páscoa são o verde e amarelo. Enfeita-se a casa com coelhos, ovos de porcelana e ovos de pata e galinha esvaziados e pintados, e flores da época. Outra tradição chamada Gaekkebrev, é uma brincadeira de adivinhação onde o nome do remetente numa carta em papel recortado com motivos pascais ou primaveris. Quem não adivinhar o nome do remetente tem que dar um presente pra quem enviou, não é o máximo!

Espanha -O ovo de chocolate aqui não é tão popular. Já a rabanada e o bacalhau não pode faltar nas comemorações pascais. A principal comemoração na Espanha são as procissões organizadas por irmandades e confrarias, que se iniciam mais de uma semana antes da Páscoa. Para eles o dia de Páscoa somente não tem sentido, o que eles comemoram mesmo é a semana santa.

Filipinas - Para eles a Páscoa é uma data mais importante que o Natal e começa a ser celebrada na quarta-feira de cinzas, quando se inicia a quaresma e o período de penitência. Na semana santa o comércio abre somente ao meio dia e as emissoras de rádio e TV possuem somente programação religiosa. O silêncio é uma regra para todos, a comemoração é extremamente religiosa e algumas pessoas praticam o flagelamento.

Finlândia - Nesse país o costume se parece um pouco com o que costumamos ver no Halloween, as crianças saem pelas ruas fantasiadas de bruxas pedindo guloseimas em troca de bênçãos.


França - Em Bessières e também em Mazeres, a tradição que acontece desde 1973, é que na segunda-feira de Páscoa os cavaleiros da Confraria Mundial da Omelete Gigante de Páscoa confeccionam uma omelete com 15.000 ovos. Hummm!!! Que delícia!!!


Grécia - A tradição por aqui é trocar os ovos de chocolates por ovos de galinha pintados de vermelho. Segundo a tradição, o ovo simboliza vida e o vermelho, o sangue de Jesus. Os ovos são distribuídos entre os convidados e um vai encostando no ovo do outro até rachá-lo. Diz a lenda que quem for o último a ter o ovo rachado, acredita-se que esse terá sorte durante o próximo ano.
  
Holanda - O costume é montar uma árvore da Páscoa, que é seca e enfeitada com coelhos, patos, pintinhos, laços, velas e flores. Os ovos de chocolate grandes não são comuns, e sim, ovos pequenos e marshmallows em forma dos animais usados para decorar a árvore. As guloseimas são escondidas pela casa ou jardim para que as crianças busquem no primeiro dia da Páscoa.

Índia - Para os hindus a tradição pascal é marcada pelo festival Holi para relembrar o surgimento do Deus Krishna. Nesta época a população dança, toca flautas e faz comidas especiais para receber os amigos. É comum que o dono da casa marque a testa dos convidados com um pó colorido.



Inglaterra - A tradição dos ingleses é comer o hot cross bun (pão quente de cruz) no café da manhã na Sexta-feira Santa e ovos cozidos no domingo de Páscoa. Para o almoço é muito popular comer carneiro. Como hoje em dia é muito comum ter pessoas de outras nacionalidades e culturas vivendo no país, cada um segue a sua tradição, por exemplo, o consumo de bacalhau entre os brasileiros e portugueses. A alegria da criançada é a hora de procurar pelos ovinhos de chocolate, deixados pelo coelhinho da Páscoa

Itália - Além da religião, a Páscoa está ligada ao primeiro despertar da natureza, como motivo de agradecimento pelo início dos primeiros frutos do campo depois do final do inverno. A principal refeição é o café da manhã do domingo de páscoa e é quando as crianças têm que achar seus ovos de chocolate.

México - Os mexicanos, celebram a Páscoa como manda a religião. Desde a conquista dos espanhóis são extremamente católicos e o caminho de Cristo até sua ressurreição é revivido com muitas festas, nada de carne vermelha e algumas procissões. Chocolate, coelhos e outros símbolos não são tradição na Páscoa dos mexicanos.

Noruega - A celebração desse país é bem diferente e inusitada, eles têm o costume de se entreter com crimes, mistérios é o que eles chamam de Paskekrim, mas ninguém comente crime não. Nessa época o que fica em alta são os romances e histórias de suspenses. Curioso não!

Polônia - Nesse país a tradição de Páscoa é seguida à risca e se inicia um jejum de 6 semana durante a quaresma, abstendo-se de bebidas alcoólicas, carne, doces e alguns hábitos cotidianos como penitência. Na sexta-feira santa começa um ritual de pintura dos ovos de galinha com toda família. Outra tradição também é a preparação do Pão de Páscoa, onde o dono da casa não pode ajudar na preparação, que segundo a traição, se ele ajudar, seu bigode vai ficar cinza e a massa não dá certo.



Portugal - Por ser um país extremamente católico, a Páscoa aqui é tão importante como o Natal. Uma das tradições que acontece no domingo de Páscoa no Norte de Portugal é o "Compasso" que, segundo a história, é uma tradição medieval. No compasso o padre junto com alguns paroquianos visitam as famílias que os recebem com comidas, bebidas e uma doação para a paróquia. Comer amêndoas com cobertura colorida ou de chocolate é o mais tradicional. Hoje em dia já há ovos de chocolate à venda, mas o mais importante mesmo são as amêndoas.

Suécia - Nesse país, nada de ovinhos de chocolates e coelhos da Páscoa. Aqui a tradição é a galinha e seus pintinhos e embalagens que têm a forma de ovo cheinhas de guloseimas, balas e outras delícias.

Suíça - Aqui a tradição de buscar os ovinhos escondidos para agitar a criançada, também é seguida. Geralmente os ovos são pequenos, justamente para isso, ficar mais fácil escondê-los. O que chama a atenção são os grandes coelhos fabricados pelas marcas suíças de chocolate. As tradições dos suíços são bem parecidas com as do Brasil, porém com uma diferença, para eles na segunda-feira depois da Páscoa também é feriado. Não é o máximo!

Espero que tenham gostado de conhecer comigo, um pouquinho dessa comemoração ao redor do mundo! E lembrando que, o mais importante da Páscoa não é ganhar ovos de chocolate e comer muitas guloseimas gostosas, mas que seja um momento de reflexão, oração, renovação e crescimento.
Feliz Páscoa a todos meus amigos e seguidores do meu Blog!

terça-feira, 16 de maio de 2017

História e Origem dos Crêpes


História dos crepes

A origem do crepe é antiga. Eles são consumidos de várias formas há cerca de 9.000 anos. Os crepes sempre estiveram presentes em muitas regiões da Europa. A primeira receita de crepe que se tem notícia foi encontrada na França, por volta de 1390 em um livro chamado Manger de Paris (Comida Parisiense).
Prato, sobretudo rural, o crepe alçou voo para as mesas mais sofisticadas, preparadas com produtos exóticos e raros. Atualmente, são servidos de todas as formas: salgados ou doces; simples ou recheados; abertos, enrolados ou empilhados; como sobremesa ou entrada. Apesar de requintados, hoje, nos recheios, os crepes mantêm desde a Idade Média a mesma forma simples e rápida de preparação.
O crepe, palavra que vem do francês crêpe, derivada do latim crispus, que significa crespo, é um tipo de panqueca feito à base de farinha de trigo, leite e ovos. A massa é preparada de forma que possa formar uma camada delgada no fundo duma frigideira apenas pincelada com manteiga ou outra gordura. O crepe é geralmente comido depois de enriquecido com algum recheio, que pode ser doce ou salgado.
Os restaurantes que servem crepes são normalmente chamados de creperias, ou Casa de Crepes.
Algumas pessoas acreditam que os crêpes sejam originários da Bretanha, depois do trigo-mourisco ter sido introduzido naquela região no século XII, e eram primeiro chamadas galettes, que significa bolos achatados. Os crêpes de farinha branca só apareceram no início do século XX, quando a farinha de trigo se tornou acessível, assim como o açúcar; estes crêpes são tão finos como as galettes de trigo-mourisco, mas são mais macios, por serem confeccionados com ovos, leite e manteiga. Na Bretanha, os crêpes e as galettes são tradicionalmente servidos com sidra.
Na França, o dia 2 de fevereiro é também chamado dia dos crêpes ou Fête de la Chandeleur ou ainda Fête de la Lumière e, para além de se fazerem e servirem crêpes em abundância, também se faz uma manobra de previsão do futuro: a pessoa que está a fazê-los deve segurar uma moeda com a mão com que escreve, ao mesmo tempo que segura a frigideira com a outra mão para virar o crêpe e, se conseguir que o crêpe caia dentro da frigideira, isso significa boa fortuna para a família durante o resto do ano.

Crêpe Suzette 

O crêpe Suzette é uma sobremesa da cozinha tradicional francesa.
O crêpe Suzette é uma maneira de cozinhar os crêpes que consiste em banhá-los com uma manteiga perfumada com sumo e raspa de tangerina e um licor de laranja amarga, dobrá-los em quatro, regá-los depois com uma mistura de licores e servi-los em chama.
Diz-se que os crêpes suzette foram pela primeira confeccionados por Auguste Escoffier, em honra ao rei Eduardo VII da Inglaterra o qual teriá batizado tal iguaria com o nome de uma jovem vendedora de violetas que dele se aproximou.

Os crêpes  em outros países

Para além de se terem tornado populares em praticamente todo o mundo, iguarias iguais ou semelhantes aos crêpes franceses existem em vários países.
  • Na Espanha, faz parte da culinária da Galiza, onde tem o nome de filloa ou freixó;
  • Na Astúrias, onde tem os nomes de fiyueles, freixuelos ou freisuelos.;
  • Na Itália, são chamadas crespelle;
  • Na Hungria, palacsintas;
  • Em Israel, blintzes;
  • Na Escandinávia, plattars,
  • Na Rússia, blini e;
  • Na Grécia, kreps.

Crêpe suíço

Crêpe suíço, ou crepe no palito, não deve ser confundido com crêpe francês, apesar da semelhança da massa e da receita. Para que se possa adquirir o resultado apropriado, é necessário acrescentar mais gordura, deixando-a com uma textura mais consistente. Esta massa é assada direto com o recheio em uma máquina específica e usa-se um palito para segurar, podendo ser preparado com variações de recheios, como doce ou salgado.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Comida de Rua - Conheça mais sobre os Food Trucks

Hoje vamos contar um pouquinho da história da sensação do momento, os Food Trucks. Toda festinha no município, eventos, casamentos, ele está lá, de vento em polpa. Apesar do momento difícil em que nosso país está passando, o ramo da gastronomia ainda está conseguindo se manter de pé. Já dei essa dica no blog e volto a dizer, quem gosta desse ramo pode investir que dá certo. São vários tipos de culinária: doce, salgada, choperia e etc... Dá pra inovar bastante e com muita criatividade a coisa só tem a dar certo. Lembra a receita de Pizza de Cone, Panquecas, Wrap de carne, Tacos Mexicanos com Chilli que estão no blog? Então são ideias excelentes para quem quer se aventurar no mundo Food Trucks.
E quem pensa que essa moda de vender comida em Food Trucks é nova, está redondamente enganado, essa "moda" já tem mais de cem anos e deu origem nos EUA. O primeiro Food Truck de que se tem notícia foi criado por Charles Goodnight em 1866, no estado do Texas. Lá eles são super popular, pode ser encontrado em vários tipos, como por exemplo, caminhões de sorvete, caminhões de vender congelados ou pré-embalados; outros se assemelham a restaurantes sobre rodas. Alguns servem refeições específicas, como, por exemplo, tacos, kebab, hambúrguer e comida chinesa. A sua popularização, no entanto, se deu quando os caminhões passaram a servir comida gourmet.
E o mais interessante disso tudo é a criatividade de cada Food Truck, são tantos modelos diferentes que eles chamam a atenção por onde estiver. Abaixo vamos conhecer alguns modelos no Brasil e Exterior:

Este é o Maximus Minimus food truck em Seattle, em Washington


Um truck de pizza em Nova Iorque

Um truck de pizza em Nova Iorque



Jefreys Truck - MG Brasil - Hambúrguer


Truck do Sheik com o melhor da Culinária Árabe - Juiz de Fora MG

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

História do pão de hambúrguer e cachorro quente



A Alemanha, país localizado na Europa, é famosa pela produção de salsichas. No entanto, a popularização
da salsicha ocorreu mesmo nos Estados Unidos da América.
Foi nesse país, mais especificamente no Estado da Louisiana, que o cachorro-quente com o tradicional
pão foi lançado.
Alguns relatos indicam que, no ano de 1904, um comerciante da Bavária (um dos estados da Alemanha),
vendendo salsichas em uma feira na Louisiana, a princípio, oferecia luvas para que seus fregueses pudessem
comer sem se sujarem muito. No entanto, como o gasto era bastante alto, esse comerciante pediu
ajuda a um padeiro, que prontamente improvisou um novo tipo de pão em que coubesse a salsicha.
Estava inventado o popular cachorro-quente ou hot dog.
Você sabia que no Brasil o cachorro-quente chegou por volta de 1926?
Um empresário carioca introduziu em seus cinemas esse sanduíche, que, em razão do enorme sucesso,
acabou servindo de inspiração para a marchinha de carnaval “Cachorro -quente”, de Lamartine Babo e
Ary Barroso.
A massa de pão de cachorro-quente também é utilizada para fazer o pão de hambúrguer.


A história do hambúrguer é mais antiga que a do cachorro-quente. No século XIII (13), os cavaleiros
tártaros (tribos de nômades da região da Mongólia) invadiram a Europa e introduziram uma técnica de levar a carne dura e crua na sela de seus cavalos. Esse procedimento tornava a carne mais fácil de mastigar. Ficou conhecido como bife tártaro, e era consumido cru.
Ainda hoje é servido em restaurantes, acompanhado de uma gema de ovo, também crua. Esse alimento foi incorporado pelos alemães, especificamente na região do porto de Hamburgo – que deu origem ao nome atual –, apenas no século XVIII (18). E, por fim, no século XIX (19), o alimento chegou ao país onde ganharia fama e seria referência: Estados Unidos da América. Foi ainda nesse século que nasceu a ideia de produzir um lanche com esse tipo de carne.
Aqui no Brasil, esse sanduíche ficou conhecido apenas em 1952, quando o estadunidense Robert Falkenburg abriu no Rio de Janeiro uma rede de lanchonetes.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A história do Fermento



Fermento Biológico

Desde os primórdios da humanidade, os grãos têm sido muito importantes para a alimentação humana. Caçadores mastigavam grãos encontrados na natureza, como o trigo, a cevada, o arroz ou milho. Estes grãos faziam parte da dieta básica de nossos ancestrais, mas eram de sabor pouco expressivo e um tanto rústicos. 

Pesquisas mostram que o Egito antigo foi o berço do pão moderno. Arqueologistas, escavando ruínas egípcias, encontraram pedras primitivas usadas para moer grãos e câmaras para cozimento. 

Por volta do ano 10.000 a.C., as pessoas começaram a estabelecer-se em grupos e plantarem os seus próprios grãos. Eles podiam moer esses grãos com pedras e cozinhá-los com água para fazer um mingau, na qual era, então, secado ao sol ou no fogo. Moendo e cozinhando esses grãos notou-se que eles ficavam mais saborosos e fáceis de mastigar. Hoje, os pães "achatados", tortilhas e matzos permanecem sendo feitos com esta técnica antiga. 

A primeira combinação dos ingredientes do pão com o fermento provavelmente aconteceu por acidente, sendo o fermento encontrado naturalmente na pele da uva e grãos, provavelmente o primeiro vinho e cerveja tenham sido feito quando um suco de uva ou mingau pronto, não tenham sido consumidos imediatamente. O fermento, então, fermentou a comida em uma bebida alcoólica. Acredita-se que o primeiro crescimento da massa de pão se deu quando uma bebida alcoólica tenha sido, acidentalmente, adicionada a essa massa. Com a massa do pão em repouso, ela começou a crescer. Uma vez assado, ele tornou-se uma agradável surpresa, o pão estava leve e saboroso. 

Aperfeiçoamentos nos processos de moer e novas variedades de trigo e leveduras foram desenvolvidos. Padarias comerciais e caseiras refinaram seus pães, mas a massa continuava não tendo um crescimento consistente. Como sempre, o resultado era um pão grosseiro e denso. 




Fermento Químico

Em 1835, o cremor de tártaro foi misturado ao bicarbonato de sódio e o resultado foi surpreendente. Assim, foi criado o primeiro fermento. Nesta época já se usava o amido de milho para ser veículo separante do ácido e do bicarbonato. 
Por volta de 1850, o ácido utilizado passou a ser o ácido fosfato mono cálcico. O poder do bicarbonato de sódio com este ácido melhorava o desempenho em cerca de 60%. E o mais importante: era mais barato que o cremor de tártaro. Em 1859, Louis Pasteur, o pai da microbiologia moderna, descobriu como o fermento funcionava. Alimentando-se de farinha de amido, o fermento produzia dióxido de carbono. Este gás expande o glúten na farinha e faz com que a massa de pão expanda e cresça. 


As donas de casa da época descobriram que o bolo poderia crescer mais e ficar mais alto se adicionado bicarbonato à massa. Antes do descobrimento das propriedades do bicarbonato, elas batiam manteiga para deixar a massa mais aerada e fofa. Mas sua utilização tinha os seus limitantes devido à tecnologia pouco desenvolvida na época. O bicarbonato reagia muito rapidamente quando misturado à massa. Desde o século XIX até os dias de hoje o fermento em pó químico mudou muito pouco, mesmo com grandes avanços na química, ciência e com novas descobertas deste então.